O calor extremo na cidade nos faz pensar sobre a importância de projetos para abrigos de ônibus.
Abrigo de ônibus significa proteção, lugar para se proteger, um refúgio, com conforto que proporcione comodidade para aqueles que estão à espera de um transporte coletivo, e que neste intervalo entre transitar pela cidade, possa ser um momento de acolhimento.
Essa primeira foto foi uma proposta implantada pelo arquiteto Severiano Porto, para o abrigo de ônibus no Parque Ambiental da Ponta Negra.
Projetado em estrutura de ferro, como uma proposta de se integrar à vegetação através de treliças que serviriam para as trepadeiras exercerem sua função, enquanto flora ornamental, de embelezar e proporcionar um conforto ambiental e visual ao espaço.
As chapas onduladas não eram contínuas, pois foram idealizadas para funcionar como saídas de ar quente e ventilação natural, com sua longa projeção assegurava que as pessoas estivessem bem protegidas da chuva intensa e do sol escaldante de Manaus.

Hoje os abrigos projetados (foto 3 e 4) são espaços fisicamente minúsculos, em comparação ao conceito adotado sobre abrigo por Severiano Porto. Muitos desses abrigos atuais, de cobertura baixa e projeção pequena, as pessoas que procuram um lugar seguro para esperar um transporte coletivo, se acolhem em uma área escaldante, sem árvores próximo, a cobertura também metálica, acaba não condicionando a um conforto térmico desejado.
Os abrigos precisam ser pensados como uma solução de espaço público que proporcione o mesmo aconchego de como estivéssemos em uma habitação, onde todos estão protegidos sobre diversos aspectos.
O modelo de abrigo construído por Severiano, no início da década de 90, foi demolido para ser instalado outro modelo que foge do conceito amplo de abrigo, que deveria ser adotado em uma região quente e úmida como Manaus.
Fotos divulgação.



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