Pesquisa propõe o aproveitamento da lama de rejeitos da mineração.


O Grupo de Pesquisas RECICLOS-CNPq da Ufop vem desenvolvendo nos últimos anos, diversos trabalhos relacionados aos rejeitos da mineração e a utilização da lama. Essas pesquisas apontam para alternativas que poderiam contribuir para a minimização dos impactos ambientais bem como redução dos riscos potenciais das barragens de rejeitos de minério de ferro. 

Separação dos materiais dos rejeitos de minério.

Produção de blocos de concreto a partir da lama (foto 2), ao lado de um bloco convencional.

Segundo o coordenador do projeto, Prof. Ricardo Fiorotti, trata-se basicamente de “soprar” a lama e separar os materiais nela existentes - tanto o material bruto quanto o material processado. Esse processo possibillita a incorporação de até 80% da lama no lugar de areia na produção de materiais para a construção civil. Os novos produtos são eficientes também do ponto de vista da utilização. O projeto já produziu concreto, argamassa, tijolos e bloco de pavimentação (foto). “Todas essas produções são idênticas ao convencional. A única diferença está na cor, que é avermelhada”, explica o professor. 

Com essas pesquisas, a equipe vê uma forma de contribuir com a minimização dos impactos das barragens de rejeitos da mineração e se coloca à disposição para oferecer o serviço de forma gratuita. A ideia é encontrar uma oportunidade de transformar a lama em uma atividade econômica. “Nós não queremos nenhum financiamento. A intenção é beneficiar a sociedade, propondo soluções. Muito é possível se fazer com esses rejeitos”, explica Fiorotti. 

Fonte: Universidade Federal de Ouro Preto.
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Sobre Keyce Araújo

Arquiteto Urbanista pesquisador e Idealizador do ©URBANÁOS, espaço dedicado aos estudos sobre urbanismo, arquitetura, design, sustentabilidade e a paisagem manauara, explorando as relações entre cidade e natureza, cultura e meio ambiente. O blog reúne análises, ensaios visuais e reflexões que articulam teoria, prática e identidade urbana, contribuindo para o debate sobre cidades mais sensíveis, sustentáveis e conectadas ao território amazônico.
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